terça-feira, 10 de abril de 2012

MÁQUINA VIVA



A insônia é a razão da agonia. As noites oscilam entre o belo e o inferno. As estrelas e os mistérios estão após as portas, por onde só entram as imaginações algozes. O corpo enfraquece e se deixa seduzir pelas dores. O ser, envaidecido por viver e apunhalado por sentir, espera a alvorada.

O trabalho é o descanso da insônia. As mais perversas sombras são vencidas nas lidas diárias. Estou entre ser máquina e ser humano. Humano para sentir, para fazer valer as naturezas, imaginar mundos, ver-se no outro em encantos e desencantos. E a máquina faz funcionar, ser útil aos processos produtivos da sociedade.

Parece até que o humano faz sofrer e a máquina faz viver. Mas a máquina depende desse humano sempre, e o humano deseja a máquina vez ou outra. A insônia é que não cessa e torna a máquina forte.
 
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